Feira de Santana esteve representada em um dos maiores eventos de dança infantil do Brasil e do mundo, o Ballace Kids. Sete crianças que integram a oficina de balé infantil do Programa Arte Viver participaram do evento que aconteceu neste domingo, 04, em Salvador.

Foram três apresentações divididas em quarteto (Maria Eduarda, Brisa Silva, Isis Gusmão e Ester Andrade), duo (Ketylly Vitória e Adryelle Souza) e solo (Rebeca Pereira). As alunas do Arte de Viver participaram da mostra comentada, vertente não competitiva do evento. O Ballace Kids é um evento anual que já está em sua 7ª edição. Conta com um time nacional e internacional de jurados.

Além das competições anuais, o Ballace também tem a mostra comentada, que é a categoria que não tem disputa, mas avalia-se os professores e alunos, que podem ser orientados a melhorar em alguns aspectos.

Premiação honrosa é um estímulo às crianças

As meninas feirenses receberam medalhas de participação do evento. Segundo a ex-bailarina e atualmente professora e organizadora do Ballace, Anna Cristina Gonçalves, a premiação honrosa é um importante estímulo às crianças.

“Todas as crianças saem com certificado e medalha de participação de uma missão honrosa. Para a criança é muito importante ter alguma coisa pendurada no pescoço, independente de estar escrito ou não primeiro, segundo ou terceiro lugar. A intenção é motivá-las para que elas queiram continuar trabalhando, se desenvolver mais, queiram voltar para esse e para outros festivais, de forma que elas possam crescer”, explica.

Júri formado por profissionais consagrados 

O corpo de jurados do Ballace Kids foi composto por profissionais consagrados no Brasil e no mundo, como o global Caio Nunes, que traz no curriculo trabalhos com crianças no Programa da Angélica; coreografias para o Criança Esperança; é responsável pela abertura do fantástico; coreografia da novela Verão 90; dentre outros.

Outro nome de expressão que compôs o júri foi Flávia Burlini, integrante do Conselho Brasileiro de Dança e produtora de festivais de dança, é professora e promove cursos de formação para professores e para alunos pelo Brasil.

Também integrou o corpo de jurados Eleusa Lourenzoni, responsável pela revista Dança Brasil, única publicação nacional do gênero com quase 30 mil exemplares. É também produtora do festival Dança Brasil, importante evento do gênero que acontece no sul do país.

O júri contou ainda com a francesa Edith Meric, professora de dança e pedagoga.

Democratização do balé

Para a professora de ballet clássico do quarteto, Maristela Lima Montes, o Programa Arte Viver contribui de forma importante para garantir o acesso de pessoas de todas as camadas sociais a esta vertente de dança, estereotipada durante muito tempo como algo voltado a elite.

“Existia um contexto histórico de que quem dançava balé era a burguesia. Então criou-se aquele mito de que balé era só para os ricos. De fato ingressar numa escola de balé era algo caro, até surgirem escolas com preço popular e iniciativas gratuitas”.

Dedicação e qualidade 

Para o presidente da Fundação Egberto Costa, Antônio Carlos Coelho, o nível da apresentação das bailarinas feirenses evidencia a qualidade do trabalho desenvolvido pelos profissionais que atuam no Programa Arte de Viver.

“As crianças estão de parabéns pela dedicação e pela apresentação que fizeram. O Arte de Viver tem professores altamente capacitados, que somam sempre com os projetos e vem desempenhando belíssimos trabalhos. Somos gratos por pessoas tão dedicadas e que merecem essa visibilidade na cultura feirense”, afirma.

A Fundação também incentiva artistas feirenses em intercâmbios, participações em eventos fora do país e crescimento no cenário cultural, a exemplo do bailarino Juan Pereira Duarte, que passou sete meses estudando no Canadá, foi aluno no Bolshoi, em Santa Catarina, e fez viagens com apoio da Fundação.

O Programa Arte de Viver é uma iniciativa da Prefeitura, através da Fundação Cultural Egberto Tavares Costa, que proporciona diversas oficias artísticas e culturais, gratuitamente, a pessoas de variadas faixas etárias.

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